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segunda-feira, março 16, 2026

Vacina contra câncer de pulmão inicia testes em humanos em 2026

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A ciência oncológica celebra um marco com o anúncio dos primeiros testes em humanos da LungVax, a primeira vacina preventiva do mundo contra o câncer de pulmão. Desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela University College London, com um financiamento de R$ 13 milhões (£2 milhões), a pesquisa abre um novo e promissor caminho na luta contra a doença que mais mata no mundo há três décadas.

Estratégia inédita: treinando a Imunidade

Diferente das vacinas terapêuticas, usadas em pacientes já diagnosticados, a LungVax adota uma estratégia de vigilância imunológica. Seu objetivo é treinar o sistema imune para identificar e destruir células pulmonares que estão começando a apresentar comportamento suspeito, prevenindo o desenvolvimento do tumor.

A vacina utiliza uma tecnologia de vetor viral não replicante, semelhante à plataforma da vacina de Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19. Esse vetor carrega um fragmento de DNA que instrui as células a produzirem a proteína NY-ESO-1.

“É como colocar o pulmão em vigilância constante para atacar qualquer célula que pareça tumoral,” explica o oncologista Stephen Stefani.

Essa proteína é um marcador precoce que aparece em células com alterações iniciais, antes que o câncer se estabeleça. Ao expor o sistema imunológico a esse fragmento, a vacina o ensina a reconhecer e combater esse sinal de forma imediata.

Público-alvo na fase inicial

Os testes clínicos da Fase I estão previstos para começar em 2026 e se concentrarão em um público de alto risco:

Pessoas que já tiveram câncer de pulmão em estágio inicial e foram operadas, mas apresentam alto risco de recidiva.

Indivíduos em programas de rastreamento com alterações pulmonares que exigem acompanhamento.

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, ressalta que o caminho para definir o público-alvo final — que poderia incluir fumantes, ex-fumantes e pessoas com forte histórico familiar — será complexo, mas a abordagem é clara: “Em vez de agir depois do câncer estabelecido, busca impedir que ele retorne ou se desenvolva.”

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