O presidente do São Paulo Futebol Clube, Julio Casares, enfrenta nesta sexta-feira (16) uma votação de impeachment no Conselho Deliberativo da instituição, em meio a uma crise política interna marcada por denúncias de má gestão administrativa e possíveis irregularidades financeiras.
Entre os principais pontos que motivaram o pedido de afastamento estão o desequilíbrio orçamentário, a negociação de atletas por valores abaixo do mercado, o uso irregular de camarote no estádio do Morumbis e investigações conduzidas pela Polícia Civil. As apurações apontam para saques milionários em dinheiro vivo realizados a partir das contas do clube, além de depósitos considerados suspeitos na conta pessoal do dirigente. Conforme informações internas, ao menos R$ 11 milhões teriam sido retirados da conta do São Paulo.
A votação ocorre de forma híbrida, com 254 conselheiros aptos a participar. Para que o impeachment seja aprovado, é necessário o quórum mínimo de 191 conselheiros presentes e, no mínimo, 171 votos favoráveis. Projeções nos bastidores indicam que a maioria já estaria consolidada pela saída de Casares.
Caso o impeachment seja aprovado, a decisão ainda precisará ser ratificada pela Assembleia Geral do clube. O Conselho Deliberativo também deverá definir quem assumirá a presidência de forma interina. Atualmente, Julio Casares encontra-se afastado do cargo, embora sua defesa sustente que não há base legal para a medida.


