O Brasil registrou 1.470 casos de feminicídio em 2025, o maior número desde o início da série histórica, de acordo com o Ministério da Justiça. O total ultrapassa os 1.464 registros de 2024 e equivale a uma média de quatro mulheres assassinadas por dia.
Os dados ainda são parciais, já que o estado de São Paulo não atualizou as informações referentes a dezembro. Mesmo assim, São Paulo aparece na liderança, com 233 casos, seguido por Minas Gerais, com 139, e Rio de Janeiro, com 104.
Tipificado em 2015, o crime de feminicídio apresentou um aumento de 316% em dez anos. Naquele primeiro ano, foram contabilizadas 535 mortes. Desde então, 13.448 mulheres foram assassinadas por motivação de gênero, o que representa uma média anual de 1.345 vítimas. São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul concentram os maiores números no período.
Em outubro de 2025, o presidente Lula sancionou uma lei que endurece as punições para o crime. A pena passou a variar de 20 a 40 anos de prisão, ante os 12 a 30 anos previstos anteriormente. O tempo de reclusão pode ser ampliado em um terço quando a vítima estiver grávida, no pós-parto, for menor de 14 anos, maior de 60, ou quando o crime ocorrer na presença de filhos ou pais.


