A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito que investiga os pais e um tio dos adolescentes suspeitos de envolvimento na morte do cão comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis. De acordo com a polícia, os adultos teriam coagido uma testemunha, o que configura crime de coação no curso do processo.
O inquérito será agora encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que irão analisar as responsabilidades e possíveis denúncias. A investigação contra os adolescentes segue em andamento.
O caso ganhou repercussão em janeiro, após o cachorro Orelha ser encontrado gravemente ferido. Devido à gravidade das lesões, o animal não resistiu e foi submetido à eutanásia, gerando grande comoção.
Segundo a polícia, quatro adolescentes foram identificados como suspeitos de maus-tratos, com base em imagens e depoimentos. Eles também são investigados por tentativa de afogamento de outro cão, o Caramelo.
Após o episódio, dois dos adolescentes viajaram para os Estados Unidos, mas a Polícia Civil esclareceu que a viagem já estava programada anteriormente e não tem relação com a investigação.


