A Polícia Civil de Santa Catarina descartou a informação de que os adolescentes investigados pela morte do cão comunitário Orelha também tenham tentado afogar outro animal na Praia Brava, em Florianópolis. O segundo cachorro, conhecido como Caramelo, costumava andar com Orelha e já foi adotado.
De acordo com o delegado Renan Balbino, da Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE), um dos jovens inicialmente apontados como suspeito foi ouvido e negou estar na praia no momento das agressões. A participação dele, em um primeiro momento, foi descartada, mas o celular apreendido será submetido à perícia, a fim de confirmar ou não a versão apresentada.
O cão Orelha morreu no início de janeiro após ser espancado. O caso só chegou oficialmente ao conhecimento da polícia no dia 16, quando o animal foi encontrado agonizando, socorrido e levado a uma clínica veterinária, mas não resistiu aos ferimentos.
Os demais adolescentes investigados devem ser ouvidos nos próximos dias, sempre com a presença de responsáveis legais, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Dois deles retornaram ao Brasil na quinta-feira (29), data em que a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão, recolhendo celulares e roupas.
Por se tratar de menores de idade, o inquérito corre em sigilo, e as informações pessoais dos adolescentes não são divulgadas pelas autoridades. O caso segue em investigação.


