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segunda-feira, março 16, 2026

Estudante de Direito confessa assassinato de professora dentro de faculdade em Porto Velho

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Um crime chocante abalou a comunidade acadêmica de Porto Velho (RO). O estudante de Direito João Junior, de 24 anos, confessou ter assassinado a professora Juliana Santiago, de 35 anos, dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca). O ataque ocorreu na noite de sexta-feira (6) e está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Homicídios, o suspeito afirmou que o crime teria sido motivado pelo fim de um suposto relacionamento amoroso entre ele e a professora. Em depoimento inicial, João declarou que estava emocionalmente abalado após a vítima se afastar dele e retomar contato com um ex-companheiro. Juliana era casada.

Detalhes do crime

Segundo as investigações, o estudante esperou ficar sozinho com a professora em uma sala vazia após o término das aulas, por volta das 20h. Durante uma discussão, ele afirmou ter sido tomado por “intensa raiva” e desferiu diversos golpes de faca contra a vítima.

Os ferimentos foram concentrados na região torácica, com perfurações nos seios e uma laceração no braço direito. Juliana não resistiu aos ferimentos e morreu antes de chegar ao Hospital João Paulo II, vítima de hemorragia.

João relatou ainda que a faca utilizada no crime teria sido um “presente” dado pela própria professora no dia anterior ao ataque, junto com um doce de amendoim entregue em uma vasilha. A Polícia Civil apura a veracidade da informação e investiga o contexto do suposto relacionamento.

Prisão em flagrante

Após o ataque, o estudante tentou fugir, mas foi contido por um aluno que também é policial militar e estava em uma sala próxima. O PM relatou que ouviu gritos e barulho de cadeiras quebrando, foi até o local e encontrou a professora ferida no chão e o agressor tentando escapar.

O policial perseguiu o suspeito, realizou a imobilização e deu voz de prisão. A faca utilizada no crime foi apreendida e encaminhada para perícia. João Junior foi preso em flagrante por homicídio qualificado e permanece detido à disposição da Justiça.

A Polícia Militar apontou indícios de premeditação, como o fato de o suspeito ter levado a arma branca até a instituição e escolhido um momento em que estaria sozinho com a vítima.

Investigação e repercussão

A defesa do acusado optou por permanecer em silêncio durante o depoimento. A Polícia Civil analisa celulares, mensagens e depoimentos de testemunhas para confirmar a existência do relacionamento e esclarecer todas as circunstâncias do crime.

Imagens gravadas por alunos logo após o ataque passaram a circular nas redes sociais, mostrando a professora ainda consciente enquanto colegas tentavam prestar socorro. O material tem sido utilizado pelos investigadores para auxiliar na apuração do caso.

Em nota oficial, a Fimca lamentou o ocorrido, suspendeu as aulas por tempo indeterminado e informou que está oferecendo apoio psicológico para alunos e funcionários.

Violência contra a mulher

Casos como esse reforçam o cenário preocupante da violência contra a mulher no Brasil. Em Rondônia, dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam aumento de 15% nos casos de feminicídio em 2025, frequentemente relacionados a ciúmes ou término de relacionamentos.

Especialistas destacam a importância do debate sobre relacionamentos saudáveis e prevenção à violência em ambientes universitários, especialmente em contextos que envolvem relações próximas entre professores e alunos.

A investigação segue em andamento. Caso seja condenado por feminicídio, João Junior pode enfrentar pena de até 30 anos de prisão. Familiares da professora pedem justiça e aguardam o avanço das apurações.

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