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segunda-feira, março 16, 2026

Entenda o caso Jeffrey Epstein e os famosos e bilionários citados nas investigações

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O caso envolvendo o financista americano Jeffrey Epstein voltou a ganhar repercussão internacional em 2026 após a divulgação de milhões de páginas de documentos ligados às investigações sobre o empresário, acusado de comandar um esquema de tráfico sexual de menores. Epstein foi preso em julho de 2019, nos Estados Unidos, e era conhecido por manter relações com integrantes da elite política, empresarial e social mundial.

Bilionário e influente, Epstein possuía mansões em Nova York, Palm Beach e uma ilha particular nas Ilhas Virgens Americanas, que ficou conhecida como “ilha de Epstein”. Um mês após a prisão, em agosto de 2019, ele foi encontrado morto na cela onde estava detido. A morte foi oficialmente classificada como suicídio, mas o caso até hoje levanta questionamentos devido a falhas nas câmeras de segurança e na vigilância do presídio.

Uma das principais figuras ligadas ao esquema foi a socialite britânica Ghislaine Maxwell. Ela foi apontada pelas investigações como responsável por recrutar e aliciar adolescentes para Epstein e para pessoas próximas ao empresário. Maxwell foi julgada e condenada nos Estados Unidos por tráfico sexual e cumplicidade nos abusos, e atualmente cumpre pena em presídio federal.

O escândalo ganhou dimensão global por causa da lista de pessoas influentes que, ao longo dos anos, mantiveram algum tipo de relação social, política ou empresarial com Epstein. Entre os nomes citados em fotos, registros de voo, agendas ou documentos divulgados estão o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que aparece em registros fotográficos antigos ao lado do financista e afirmou ter rompido relações antes da prisão; o também ex-presidente Bill Clinton, cujo nome consta em registros de voos e que declarou nunca ter tido conhecimento de crimes; e o príncipe Andrew, do Reino Unido, acusado civilmente por Virginia Giuffre, que fez acordo financeiro sem admitir culpa.

Outros nomes mencionados nos documentos incluem o bilionário Bill Gates, que confirmou reuniões com Epstein após a primeira condenação do financista e classificou o contato como um erro; Leon Black, empresário que pagou milhões a Epstein por consultorias financeiras e deixou o comando da Apollo; o empresário Les Wexner, que manteve relações comerciais com Epstein; o advogado Alan Dershowitz, que negou acusações feitas por uma denunciante; e Ehud Barak, ex-primeiro-ministro de Israel, fotografado em propriedades ligadas ao empresário e que afirmou que os encontros eram profissionais.

No Brasil, um nome chegou a ser citado em documentos relacionados ao caso, porém não houve acusação formal. As investigações seguem sendo analisadas por autoridades e continuam gerando repercussão mundial devido ao alcance político, econômico e social das pessoas mencionadas.

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