A operação de busca e resgate após o naufrágio da lancha Lima de Abreu XV entrou no segundo dia com reforço terrestre, aéreo e subaquático. Desde as 6h30 deste sábado (14), equipes da Marinha do Brasil e do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) trabalham em conjunto na tentativa de localizar as sete pessoas que permanecem desaparecidas.
A força-tarefa conta com um aparato robusto distribuído por pontos estratégicos dos rios Negro e Solimões:
Corpo de Bombeiros: Atua com 25 mergulhadores e 6 embarcações. A corporação dividiu os esforços em duas frentes: buscas de superfície ao longo das margens do Rio Solimões e operações de mergulho profundo no local exato do acidente.
Marinha do Brasil: O Comando do 9º Distrito Naval mobilizou um helicóptero do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Noroeste, além de embarcações do Batalhão de Operações Ribeirinhas e da Capitania Fluvial.
Defesa Civil: Outros 20 agentes e duas lanchas dão suporte logístico e de monitoramento às margens dos rios.
Investigação sobre as causas
Paralelamente ao trabalho de campo, a Marinha já iniciou a coleta de depoimentos dos 71 sobreviventes para entender o que provocou a tragédia. Foi aberto um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN).
Este procedimento, previsto em lei, terá como objetivo apurar as responsabilidades e identificar se houve falha humana, mecânica ou excesso de carga.
Os mergulhadores enfrentam os desafios típicos da região, como a baixa visibilidade e as fortes correntes do Encontro das Águas. Segundo o CBMAM, as buscas não têm horário para encerrar e devem continuar enquanto houver condições de segurança para as equipes.


