O naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, ocorrido nesta sexta-feira (13) em Manaus, deixou um rastro de dor que vai além dos números. Entre as duas mortes confirmadas e os sete desaparecidos, as histórias de Samila de Souza, de apenas 3 anos, e Lara Bianca, de 22, simbolizam o fim abrupto de planos e expectativas de duas famílias amazonenses.
Para a pequena Samila, a viagem a Manaus era a realização de um desejo infantil. Natural de Urucurituba, ela visitava a capital pela primeira vez para passar as férias com a avó, um tio e o irmão. Segundo familiares, a menina estava encantada com a cidade e ansiosa para conhecer lugares como o shopping.
“Era uma criança dócil, que amava cantar e brincar”, relembrou a tia, Kailane Souza. O acidente aconteceu justamente no trajeto de volta para casa. Samila chegou a ser socorrida e levada ao Pronto Socorro da Criança da Zona Leste, mas, conforme informou a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), a menina já deu entrada na unidade sem vida.
No outro extremo da juventude, Lara Bianca estava a poucos passos de realizar o sonho profissional. Natural de Nova Olinda do Norte, o destino final da embarcação, a jovem morava em Manaus para cursar Odontologia. Amigos e familiares relatam que ela estava prestes a concluir a graduação e era o maior orgulho dos pais.
Descrita como filha única dedicada e educada, Lara teve seus planos interrompidos antes de conseguir o diploma. Seu corpo foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).


