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segunda-feira, março 16, 2026

Defensoria pede indenização de R$ 1 milhão contra emissoras por caso de mãe que perdeu os filhos em Goiás

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A Defensoria Pública do Estado de Goiás entrou com uma ação civil pública contra as emissoras TV Globo, CNN Brasil, Record TV e SBT. O órgão pede que as empresas paguem R$ 1 milhão em indenização por danos morais coletivos à mãe das crianças mortas recentemente em Itumbiara, além de valores destinados ao estado de Goiás.

Segundo a ação, a mulher — identificada como Sarah Araújo — teria sido alvo de um linchamento virtual após a divulgação de imagens em que ela aparece beijando outro homem. A Defensoria afirma que a repercussão do vídeo em reportagens e nas redes sociais ampliou ataques e acusações contra a vítima, mesmo após a investigação apontar que ela não mantinha mais relacionamento com o ex-marido na época do crime.

O caso ocorreu há menos de duas semanas e é tratado pelas autoridades como duplo homicídio seguido de suicídio. De acordo com as investigações, o ex-marido de Sarah, Thales Machado, teria atirado contra os dois filhos do casal e depois tirado a própria vida.

Documentos citados na ação indicam que o vídeo divulgado nas redes sociais teria sido gravado a mando do próprio Machado, que teria contratado um detetive para seguir Sarah. A Defensoria sustenta que a exposição das imagens contribuiu para que a mãe das crianças fosse apontada publicamente como responsável indireta pela tragédia.

Ainda segundo o processo, a repercussão negativa chegou ao ponto de Sarah ser ofendida durante o enterro dos filhos e precisar de escolta policial no local da cerimônia.

A Defensoria também pediu que as emissoras removam, em até 24 horas, reportagens que mencionem a suposta traição e que retirem conteúdos ofensivos publicados nas redes sociais, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. Além disso, o órgão solicita que seja publicada uma nota de retratação.

Procuradas, algumas das emissoras informaram que ainda não foram notificadas oficialmente do processo ou negaram ter divulgado o vídeo mencionado na ação. O caso agora deve ser analisado pela Justiça.

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