O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, afirmou nesta segunda-feira (2) que o Brasil precisa se preparar para um possível agravamento da crise no Oriente Médio. A declaração foi dada durante entrevista à GloboNews, ao comentar a escalada de tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
Segundo Amorim, a situação internacional preocupa e pode se intensificar nos próximos dias. “Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior”, declarou o embaixador ao comentar os desdobramentos recentes do conflito.
Ao explicar o que considera “o pior”, o assessor citou a possibilidade de expansão do confronto para outros países da região. De acordo com ele, o aumento rápido das tensões no Oriente Médio cria um cenário de risco, principalmente porque o Irã historicamente fornece armamentos a grupos xiitas e outras organizações que atuam em diferentes territórios.
Amorim também informou que pretende conversar ainda nesta segunda-feira por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar do tema. Segundo ele, os dois ainda não tiveram uma conversa aprofundada sobre os acontecimentos recentes e os impactos para a política externa brasileira.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, interlocutores do governo avaliam que a diplomacia brasileira deve analisar como a escalada do conflito pode afetar a agenda internacional de Lula nas próximas semanas, incluindo um encontro previsto neste mês com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A expectativa é que o tema da segurança internacional e da estabilidade no Oriente Médio esteja entre os assuntos discutidos.


