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segunda-feira, março 16, 2026

EUA admitem possibilidade de ação militar contra cartéis na América Latina

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O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o país pode realizar ações militares contra cartéis de drogas na América Latina, inclusive sem apoio internacional, caso considere necessário para proteger seus interesses e a segurança nacional. A declaração foi feita durante uma conferência realizada em Miami, nos Estados Unidos.

Segundo Hegseth, o governo americano prefere atuar em cooperação com os países da região, mas deixou claro que Washington não hesitará em agir sozinho caso considere que o combate ao crime organizado não esteja sendo eficaz. Ele também pediu que as nações latino-americanas intensifiquem as ações contra o que classificou como “narcoterrorismo”.

A declaração ocorre após uma operação militar conjunta entre Estados Unidos e Equador, realizada recentemente contra organizações ligadas ao narcotráfico. A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de combate às redes criminosas que atuam no continente e que, segundo autoridades americanas, têm ampliado suas atividades nos últimos anos.

Autoridades dos EUA também afirmaram que operações no Pacífico e no Caribe já interceptaram e atacaram embarcações utilizadas para o transporte de drogas. Essas ações fazem parte de uma ofensiva para reduzir o fluxo de narcóticos que chegam ao território americano.

Hegseth justificou a postura mais dura citando o alto número de mortes por overdose nos Estados Unidos, além do aumento do tráfico internacional de pessoas, fatores que, segundo ele, exigem uma resposta mais forte contra organizações criminosas na América Latina.

Especialistas alertam, no entanto, que declarações sobre possíveis ações militares unilaterais podem gerar tensões diplomáticas e preocupações entre governos da região, que defendem cooperação internacional e respeito à soberania dos países latino-americanos.

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