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segunda-feira, maio 4, 2026

Relatório da CPMI do INSS aponta repasses ligados a Silas Câmara

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O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-DF), apontou indícios de movimentações financeiras suspeitas envolvendo o entorno do deputado federal Silas Câmara (Republicanos-AM). O documento, no entanto, foi rejeitado nesta sexta-feira, 27, durante votação no Congresso Nacional, por 19 votos a 12.

Mesmo sem a validação da maioria, o relatório reúne informações que devem ser encaminhadas a órgãos como a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. Entre os pontos destacados está a identificação de repasses superiores a R$ 300 mil, feitos por um dirigente de entidade investigada a empresas ligadas a familiares de Silas Câmara, o que levou o relator a apontar a necessidade de aprofundamento da apuração.

Movimentações financeiras e lacunas na apuração

Segundo o relatório, as transferências financeiras identificadas sugerem a existência de fluxos indiretos de recursos envolvendo pessoas próximas ao parlamentar do Amazonas, ainda sem explicação conclusiva. As operações foram consideradas relevantes dentro do conjunto de irregularidades investigadas, especialmente por envolverem atores ligados ao esquema sob apuração.

Parte dessas informações foi apresentada em depoimentos à CPMI, incluindo o do dirigente Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, que acabou sendo preso em flagrante por falso testemunho durante a oitiva. Os parlamentares apontaram contradições e omissões nas declarações, consideradas inconsistentes ao longo do depoimento.

Diante desse cenário, o relator classificou o caso como “inconclusivo”, indicando que, embora existam elementos que levantam suspeitas, não há provas suficientes para sustentar um pedido formal de indiciamento de Câmara. A avaliação foi de que os dados disponíveis apontam inconsistências e conexões que ainda precisam ser esclarecidas, o que motivou a recomendação de continuidade das investigações fora do âmbito da CPMI.

Em manifestação pública, Silas Câmara afirmou que não há provas de recebimento de valores e negou qualquer vínculo com as irregularidades investigadas. Segundo o deputado, não existe relação jurídica entre sua atuação e os fatos apurados, sustentando que as suspeitas não se baseiam em evidências concretas.

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