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segunda-feira, maio 4, 2026

Trump se irrita ao ser perguntado sobre acusação de pedofilia citada em manifesto de atirador

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Em uma entrevista explosiva concedida ao programa ’60 Minutes’, da rede CBS, exibida neste domingo (26), o presidente Donald Trump reagiu com exaltação ao ser confrontado com o manifesto de Cole Tomas Allen, o atirador de 31 anos que tentou atacá-lo na noite de sábado (25). Visivelmente irritado, Trump elevou o tom de voz e negou veementemente as graves acusações contidas no texto do agressor, disparando: “Eu não sou um pedófilo. Eu não sou um estuprador. Eu não estuprei ninguém”.

O embate começou quando a jornalista o questionou sobre o trecho em que Allen justificava o atentado alegando não permitir que um “pedófilo, estuprador e traidor” continuasse impune. Trump não poupou críticas à entrevistadora e à emissora, chamando-os de “pessoas horríveis” e acusando-os de má-fé por darem voz às palavras de uma “pessoa doente”.

” Eu não sou um pedófilo. Você leu essa porcaria de uma pessoa doente. Me associaram a coisas que não têm nada a ver comigo. Fui totalmente inocentado. Seus amigos do outro lado do campo é que estavam envolvidos com, digamos, Epstein ou outras coisas. Mas eu disse a mim mesmo, sabe, vou dar essa entrevista e eles provavelmente… eu li o manifesto, sabe, ele é uma pessoa doente”, disparou.
Durante o desabafo, o republicano ainda tentou inverter o foco das acusações, sugerindo que “os amigos do outro lado do campo” — em uma alusão aos Democratas e à imprensa — é que estariam envolvidos em escândalos como o de Jeffrey Epstein.

O manifesto, que circulou amplamente pela internet, revela uma mente perturbada que via nos espectadores do comício “cúmplices” por estarem ouvindo o presidente. No documento, Allen lista outros possíveis alvos no alto escalão da Casa Branca e admite que passaria por cima de civis e agentes do Serviço Secreto para atingir seus objetivos. Trump, por sua vez, reforçou que foi “totalmente inocentado” de qualquer acusação anterior e que o texto não passa de uma “porcaria” escrita por alguém mentalmente instável, afirmando que não percebeu de imediato a gravidade do ataque enquanto ele ocorria.

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