O Irã anunciou nesta segunda-feira (4) que teria atingido um navio de escolta dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz com disparos de mísseis, mas o Comando Central americano negou qualquer dano e afirmou que nenhuma embarcação foi atingida.
A versão iraniana foi divulgada pela agência estatal Fars, que relatou que a fragata norte-americana navegava próxima à ilha de Jask quando foi alvo dos disparos e precisou recuar.
Em comunicado, a Marinha iraniana disse apenas que impediu a entrada de navios dos EUA na área, sem confirmar oficialmente o impacto. Fontes ligadas ao governo de Teerã falam em tiros de advertência, enquanto outras reforçam que os mísseis teriam atingido o navio.
Já Washington sustenta que suas forças continuam operando normalmente e que o “Projeto Liberdade”, anunciado por Donald Trump para escoltar navios comerciais retidos, segue em andamento com destróieres, aeronaves e milhares de militares.
O episódio intensifica a tensão no Oriente Médio, já que o Irã reiterou que considera qualquer movimentação estrangeira em Ormuz sem coordenação como uma agressão.
Especialistas alertam que a situação pode evoluir para confronto direto, com impacto imediato no comércio global de petróleo, já que cerca de 20% da produção mundial passa pelo estreito.


