O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (6) que o governo não pretende abrir mão do programa Remessa Conforme, responsável por regular a importação de produtos de baixo valor no país. No entanto, ele confirmou que o fim da chamada “taxa das blusinhas” está sendo discutido internamente.
A medida, em vigor desde agosto de 2024, estabelece uma alíquota de 20% sobre encomendas internacionais de até US$ 50. Durante entrevista, Durigan explicou que o tema voltou ao debate político e econômico. “Hoje a oposição tem trazido o tema de volta. Dentro do governo, há ministros que defendem rever a taxa. Eu não tenho tabu em relação aos temas, desde que a gente preserve os avanços”, afirmou.
Segundo o ministro, o programa ajudou a organizar o fluxo de importações e garantir maior controle sobre os produtos que entram no país. Ele citou, por exemplo, a verificação de normas de segurança e sanitárias. “O Remessa Conforme é algo que eu não abro mão”, disse, reforçando que qualquer mudança na taxa ainda está em discussão.
A chamada “taxa das blusinhas” também tem impacto na arrecadação federal, que alcançou cerca de R$ 5 bilhões em 2025, segundo dados da Receita Federal. Apesar disso, o tema divide opiniões dentro do governo e entre setores do comércio, que defendem posições diferentes sobre a manutenção ou revisão do imposto.


