
O empresário e advogado Ricardo Magro, controlador do grupo Refit e da Refinaria de Manguinhos, tornou-se alvo de uma nova operação da Polícia Federal deflagrada nesta sexta-feira (15). A Justiça determinou a prisão preventiva do empresário, além da inclusão do nome dele na lista de difusão vermelha da Interpol.
Segundo as investigações, a operação apura um suposto esquema de ocultação de patrimônio, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e fraudes no setor de combustíveis. A ação foi batizada de “Operação Sem Refino” e ocorre em parceria entre a Polícia Federal e a Receita Federal.
Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Também foram autorizados afastamentos de servidores públicos investigados por possível ligação com o esquema.
De acordo com as autoridades, Ricardo Magro vive atualmente em Miami, nos Estados Unidos. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou medidas cautelares que incluem o bloqueio bilionário de ativos financeiros ligados aos investigados.
O grupo Refit já vinha sendo alvo de outras investigações relacionadas a suspeitas de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Relatórios apontam que as dívidas tributárias atribuídas ao grupo ultrapassam os R$ 26 bilhões.
A Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, é uma das principais empresas do conglomerado controlado por Magro. Nos últimos anos, o grupo esteve no centro de diversas operações envolvendo o setor de combustíveis e movimentações financeiras consideradas suspeitas pelas autoridades.
A defesa de Ricardo Magro ainda não se pronunciou oficialmente sobre as novas medidas determinadas pela Justiça.


