Durante agenda realizada em Manaus nesta quarta-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do anúncio de novos investimentos da Petrobras no Amazonas, que somam mais de R$ 2,8 bilhões. Os recursos serão destinados à ampliação das operações no Polo Urucu, em Coari, e à construção de embarcações voltadas ao transporte de combustíveis.
A programação ocorreu no Estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia, onde foram apresentados projetos para o estado. A agenda contou com a presença da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e do presidente da Transpetro, Sérgio Bacci.
Entre as principais medidas anunciadas está a ampliação das atividades no Polo Urucu, localizado no município de Coari. A Petrobras informou que o complexo receberá R$ 2,5 bilhões para abertura de novos poços e ampliação da infraestrutura de produção e escoamento de gás natural.
Segundo a estatal, o projeto marca a retomada de perfurações no campo após cerca de dez anos sem novas operações do tipo. A previsão é aumentar a capacidade de produção do polo, responsável atualmente por mais de 100 mil barris de óleo equivalente por dia.
O gás produzido em Urucu é utilizado no abastecimento energético de Manaus e de municípios do interior amazonense. A Petrobras também destacou que o polo fornece gás de cozinha para estados das regiões Norte e Nordeste.
Outro anúncio feito durante a agenda foi a construção de 18 barcaças em Manaus para operações da Transpetro. As embarcações serão utilizadas no transporte de combustível marítimo destinado ao abastecimento de navios em portos brasileiros.
O investimento para a construção das barcaças ultrapassa R$ 300 milhões. Além delas, a empresa também contratou 18 empurradores fluviais, usados na movimentação de comboios em operações portuárias.
De acordo com a Transpetro, os novos equipamentos devem atuar em portos de diferentes estados brasileiros e ajudar na redução de custos logísticos da Petrobras.
A Petrobras também anunciou parceria com a empresa Amazônica Energy para ampliar a oferta de gás natural na Região Norte. A expectativa é que o projeto entre em operação a partir de 2028.
Segundo dados divulgados pela estatal, as operações da empresa no Amazonas atualmente geram cerca de 14 mil empregos diretos e indiretos, além de arrecadação bilionária em tributos e participações governamentais destinadas ao estado.


