O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que “nunca foi esquerdista” durante uma conversa informal registrada na cúpula do G7, realizada na França. A declaração foi feita em diálogo com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e rapidamente repercutiu no meio político e nas redes sociais.
Segundo registros da conversa, Lula comentou sobre o cenário político internacional ao defender que o mundo não é dominado por ideologias radicais, mas sim por um “caminho do meio”.
“Eu nunca fui esquerdista. Eu era um dirigente sindical, com uma relação muito forte com o sindicalismo alemão, italiano e espanhol”, afirmou o presidente durante o diálogo.
A fala ocorreu em um momento em que a chefe do FMI mencionava a expectativa internacional sobre um possível alinhamento mais à esquerda quando Lula chegou à Presidência do Brasil pela primeira vez, em 2003.
Além disso, o presidente também destacou sua trajetória no movimento sindical e relembrou relações construídas com organizações trabalhistas europeias antes de ingressar na política partidária.
A declaração, captada de forma informal durante o evento, gerou ampla repercussão política no Brasil, dividindo opiniões entre apoiadores e críticos do governo.
Até o momento, o Palácio do Planalto não divulgou comunicado oficial detalhando o contexto completo da fala.


