O número de mortos provocado pelos dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) subiu para 1.430, segundo o mais recente balanço divulgado pelas autoridades venezuelanas neste sábado (27). As equipes de resgate seguem trabalhando de forma ininterrupta na tentativa de localizar sobreviventes sob os escombros.
Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, devastaram principalmente a capital, Caracas, e o estado de La Guaira, considerado um dos locais mais afetados pela tragédia. Além das vítimas fatais, milhares de pessoas ficaram feridas e dezenas de milhares continuam desaparecidas, enquanto familiares aguardam notícias de parentes desaparecidos.
As operações de busca enfrentam dificuldades devido ao grande volume de prédios destruídos e à escassez de equipamentos pesados. Em diversas regiões, moradores e voluntários ajudam os bombeiros e equipes de resgate na remoção de escombros, muitas vezes utilizando apenas ferramentas manuais.
A tragédia mobilizou a comunidade internacional. Diversos países enviaram equipes especializadas, medicamentos, alimentos, hospitais de campanha e ajuda humanitária para atender os milhares de desabrigados. O Brasil está entre as nações que prestam auxílio, com aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) transportando equipamentos e profissionais para reforçar os trabalhos de assistência às vítimas.
As autoridades alertam que o número de mortos ainda pode aumentar nos próximos dias, à medida que novas vítimas sejam encontradas durante as operações de resgate. Enquanto isso, milhares de pessoas permanecem alojadas em abrigos improvisados, enfrentando falta de água, alimentos e atendimento médico.


