A Associação do Futebol Argentino (AFA) está sendo investigada pelo Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI) por suspeitas de fraude bancária e lavagem de dinheiro envolvendo operações financeiras realizadas durante a gestão do presidente Claudio “Chiqui” Tapia. A apuração ocorre em meio à disputa da Copa do Mundo de 2026 e analisa movimentações que podem ultrapassar US$ 300 milhões.
Segundo informações divulgadas pelo jornal argentino La Nación, a investigação é conduzida por promotores federais especializados em crimes financeiros e busca identificar se recursos ligados à entidade passaram pelo sistema bancário norte-americano de forma irregular, o que pode configurar crimes sob a legislação dos Estados Unidos.
As investigações concentram-se principalmente nas operações da empresa TourProdEnter LLC, responsável por intermediar contratos comerciais e de patrocínio internacionais da AFA. Documentos analisados pelos investigadores apontam que centenas de milhões de dólares teriam sido movimentados por contas em bancos norte-americanos, incluindo pagamentos cuja destinação ainda não foi totalmente esclarecida.
De acordo com os relatos, parte dos recursos teria sido distribuída a pessoas físicas e empresas sem justificativas consideradas suficientes pelas autoridades. O FBI também colhe depoimentos de empresários e ex-integrantes ligados à federação para reconstruir o fluxo financeiro das operações.
A investigação teria começado de forma preliminar em 2025, após informações compartilhadas por autoridades argentinas. Agora, com novos elementos reunidos pelos promotores, o caso ganhou força e poderá evoluir para uma ação criminal formal, caso sejam encontradas evidências suficientes de fraude ou lavagem de dinheiro.
Até o momento, não há acusações formais contra a AFA ou seus dirigentes, e a investigação segue em andamento. Paralelamente, a seleção argentina continua sua campanha na Copa do Mundo, enquanto o caso gera repercussão dentro e fora do ambiente esportivo.


