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sexta-feira, julho 10, 2026

PF faz buscas em empresa de Manaus durante operação que investiga esquema milionário em Rondônia

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Empresa localizada no bairro Adrianópolis foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a Operação Reduto, que apura fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal (PF) cumpriu, na quinta-feira (9), um mandado de busca e apreensão na sede da Millennium Locadora Ltda., localizada no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul de Manaus. A ação integra a Operação Reduto, que investiga um suposto esquema milionário de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e associação criminosa no estado de Rondônia.

De acordo com a Polícia Federal, a investigação conta com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público de Rondônia (MP-RO). Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão — sendo nove em Ariquemes (RO), oito em Porto Velho (RO) e dois em Manaus (AM) — além de dois mandados de prisão preventiva e do afastamento de 11 servidores públicos. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros de até R$ 9 milhões.

Empresa de Manaus entrou no radar da investigação

Segundo a PF, as investigações começaram em 2024 após Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontarem movimentações suspeitas envolvendo uma empresa sediada em Manaus que mantinha contratos públicos em Rondônia.

Até o momento, a Polícia Federal não divulgou a identidade dos investigados nem esclareceu qual seria a participação da empresa amazonense nos fatos apurados. Também não houve manifestação pública da Millennium Locadora ou de seus representantes sobre a operação.

Esquema investigado

As apurações indicam a possível atuação de uma organização criminosa estruturada em duas frentes: uma voltada para fraudes em licitações e direcionamento de contratos públicos no município de Ariquemes (RO), e outra relacionada ao desvio de recursos públicos por meio de contas de servidores comissionados da Assembleia Legislativa de Rondônia, em um esquema conhecido como “rachadinha”.

Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude à licitação, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e esclarecer a extensão do esquema.

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