Brasília – O Ministério da Fazenda avalia que a sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros deverá ter impacto limitado na economia nacional. A análise foi divulgada nesta quarta-feira (15), por meio do Boletim Macrofiscal da pasta, após a confirmação da medida pelo governo norte-americano.
Segundo o documento, a economia brasileira apresenta baixa exposição ao mercado dos Estados Unidos. Em 2025, as exportações para o país representaram cerca de 11% das vendas externas brasileiras, o equivalente a menos de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) antes da adoção das novas tarifas.
A Fazenda também lembra que o Brasil enfrentou uma situação semelhante durante o tarifaço aplicado pelos EUA no ano passado. Mesmo com as restrições comerciais, as exportações brasileiras conseguiram se recuperar gradualmente nos meses seguintes, reduzindo os impactos sobre a atividade econômica.
Outro fator apontado pelo governo é que a proposta norte-americana prevê exceções para diversos produtos, o que deve diminuir o alcance efetivo da sobretaxa caso ela seja mantida.
Além disso, o Ministério da Fazenda destaca que empresas brasileiras vêm diversificando seus mercados de destino, ampliando as exportações para outros países e reduzindo a dependência do mercado americano.
Medidas para reduzir impactos
O boletim também ressalta que o governo federal já adotou medidas para minimizar possíveis prejuízos aos setores exportadores. Entre elas estão:
- Ampliação de linhas de crédito para empresas;
- Aumento da liquidez para o setor produtivo;
- Incentivos à abertura de novos mercados internacionais para produtos brasileiros.
A avaliação da equipe econômica é de que essas iniciativas ajudam a preservar a competitividade das empresas nacionais diante das novas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.


