Mesmo após a eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, o técnico Carlo Ancelotti segue chamando atenção fora das quatro linhas. O treinador italiano recebe um salário anual de 10 milhões de euros (cerca de R$ 58,2 milhões), valor superior à soma dos vencimentos dos dois comandantes que disputarão a final do Mundial: Lionel Scaloni, da Argentina, e Luis de la Fuente, da Espanha.
Scaloni recebe aproximadamente 2,3 milhões de euros por temporada (R$ 13,5 milhões), enquanto De la Fuente ganha cerca de 2 milhões de euros (R$ 11,7 milhões). Juntos, os dois treinadores acumulam pouco mais de 4,3 milhões de euros anuais, menos da metade do salário pago ao comandante da Seleção Brasileira.
A diferença salarial reflete o peso da carreira de Ancelotti no futebol mundial. Considerado um dos maiores treinadores da história, o italiano conquistou cinco títulos da Liga dos Campeões da UEFA e foi contratado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para liderar um novo ciclo da seleção, após anos de resultados abaixo das expectativas.
Já os finalistas da Copa construíram suas trajetórias dentro das respectivas federações nacionais. Lionel Scaloni assumiu a Argentina após atuar nas categorias de base e conduziu a equipe a importantes conquistas internacionais. Luis de la Fuente também percorreu todo o caminho nas seleções de base da Espanha antes de chegar ao comando principal.
Apesar do alto investimento feito pela CBF em Ancelotti, o Brasil foi eliminado pela Noruega nas oitavas de final, enquanto Argentina e Espanha disputarão o título mundial neste domingo (19), em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O contraste entre desempenho esportivo e investimento financeiro reacendeu o debate sobre o custo-benefício dos treinadores no futebol de seleções.


