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sexta-feira, julho 17, 2026

Tarifaço dos EUA pode atingir 36,5% das exportações agrícolas brasileiras, alerta CNA

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou nesta sexta-feira (17) que cerca de 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro destinadas aos Estados Unidos poderão ser impactadas pela nova tarifa adicional de 25% anunciada pelo governo norte-americano. A estimativa considera a ampliação da lista de produtos isentos, que reduziu parte dos efeitos da medida, mas ainda mantém uma parcela significativa do setor sob tributação. 

Segundo a entidade, aproximadamente 63,5% das exportações do agro brasileiro para o mercado norte-americano ficaram de fora da sobretaxa, amenizando o impacto inicialmente previsto. Ainda assim, a CNA avalia que a medida pode comprometer a competitividade dos produtos brasileiros nos Estados Unidos, favorecendo concorrentes internacionais que não estarão sujeitos à mesma cobrança. 

Além dos efeitos diretos sobre as vendas ao mercado americano, a confederação alerta para possíveis consequências indiretas, como o redirecionamento do comércio internacional e pressões sobre os preços globais das commodities agrícolas. Esses fatores podem afetar produtores brasileiros mesmo em mercados não atingidos diretamente pelas tarifas. 

A diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, afirmou que a entidade continuará defendendo a exclusão dos produtos do agronegócio brasileiro da medida. Segundo ela, a produtividade do setor é resultado de investimentos, inovação e ganhos de eficiência acumulados ao longo de décadas, e não de práticas comerciais desleais. 

Entre os produtos que seguem sujeitos à tarifa estão itens como madeira, arroz, açúcar, ovos e uvas. Já alguns produtos foram retirados da lista de taxação, reduzindo parcialmente o impacto sobre o agronegócio nacional. 

A nova tarifa faz parte da política comercial adotada pelo governo dos Estados Unidos e amplia as tensões nas relações comerciais entre os dois países. O setor agropecuário brasileiro segue acompanhando as negociações e busca alternativas para minimizar os prejuízos às exportações. 

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