Entidade afirma que divergências relacionadas ao exercício jornalístico devem ser tratadas dentro do Estado de Direito e anuncia acompanhamento de representações judiciais
A Associação Nacional de Jornalismo Digital (ANJD) divulgou uma nota pública de solidariedade aos jornalistas Moisés Dutra, Alexandre, do Portal Holofote, e Cileide Moussalem, em razão de recentes acontecimentos envolvendo representações judiciais relacionadas ao exercício da atividade jornalística.
Na manifestação, a entidade reforça que a liberdade de imprensa é um direito da sociedade e um dos pilares do regime democrático. Segundo a ANJD, a população tem o direito constitucional de ser informada sobre fatos de interesse público, cabendo aos profissionais da comunicação atuar com independência e responsabilidade.
A associação também destacou que as informações divulgadas pelos jornalistas mencionados tiveram como base conteúdos que circularam publicamente, incluindo referências a um laudo pericial que, conforme divulgado, apontaria possíveis inconsistências em áudios apresentados no âmbito de uma investigação.
A ANJD ressaltou, entretanto, que a análise da validade das provas e de suas eventuais consequências jurídicas cabe às autoridades competentes e ao Poder Judiciário.
Na nota, o presidente da entidade, jornalista Marcelo Generoso, também relembrou um episódio envolvendo publicações da Revista Cenarium. Segundo ele, à época, a jornalista Paula Litaiff teria feito acusações relacionadas à suposta falsificação da capa da revista. O caso, de acordo com o presidente da ANJD, resultou no ajuizamento de uma ação judicial para que os fatos sejam analisados pela Justiça.
Generoso afirmou que divergências entre profissionais da comunicação devem ser resolvidas pelos meios legais, com respeito ao contraditório, à ampla defesa e às garantias constitucionais.
“Não permanecerei em silêncio diante de situações que possam representar constrangimento, ameaça, perigo ou intimidação ao exercício da atividade jornalística”, afirmou o presidente da ANJD na nota.
A entidade informou ainda que acompanhará o caso e poderá adotar medidas institucionais e jurídicas consideradas cabíveis em defesa da liberdade de imprensa e dos profissionais da comunicação.
A associação também anunciou que pretende levar o debate a veículos e entidades de comunicação de todo o país, com o objetivo de ampliar a discussão sobre liberdade de imprensa, responsabilidade jornalística e proteção ao livre exercício da profissão.
Ao final da manifestação, a ANJD reafirmou seu compromisso com um jornalismo ético, responsável, independente e comprometido com o interesse público. A entidade defendeu que eventuais divergências sejam solucionadas dentro dos limites da Constituição e da legislação vigente, sem intimidação ao trabalho da imprensa.
Por Marcelo Generoso
Jornalista e presidente da Associação Nacional de Jornalismo Digital (ANJD)


