O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que 319.489 pessoas com deficiência visual estão aptas a votar nas eleições gerais de 2026. O número representa cerca de 0,20% do eleitorado brasileiro e integra o maior contingente de eleitores com deficiência já registrado pela Justiça Eleitoral.
Para garantir a participação desse público, as urnas eletrônicas contam com recursos de acessibilidade, como identificação em braile no teclado, sinalização tátil e sistema de áudio por meio de fones de ouvido, permitindo que eleitores cegos votem com mais autonomia e segurança. Esses mecanismos vêm sendo aprimorados desde a informatização das eleições, iniciada em 1996.
Segundo o levantamento, São Paulo lidera em números absolutos, com 53.192 eleitores cegos aptos a votar, seguido por Minas Gerais (36.937) e Rio de Janeiro (22.453). No Amazonas, são 6.006 eleitores nessa condição. Já proporcionalmente, Tocantins registra o maior índice do país, com 0,33% do eleitorado formado por pessoas cegas.
O TSE também identificou 1.223 eleitores cegos residentes no exterior aptos a participar do pleito. Além disso, os dados revelam que o Brasil contará com 1.970.165 eleitores com algum tipo de deficiência nas eleições de 2026, um crescimento de 42,5% em relação ao pleito de 2022.
Para acompanhar esse aumento, a Justiça Eleitoral ampliou a infraestrutura de acessibilidade. O número de seções eleitorais adaptadas passou de 156.296, em 2022, para 223.587 em 2026, reforçando o compromisso de garantir o exercício do voto com inclusão e autonomia para pessoas com deficiência.


