Manter os principais líderes de facções criminosas encarcerados no Sistema Penitenciário Federal gera um custo anual de aproximadamente R$ 279 milhões aos cofres públicos. O levantamento considera as despesas com segurança máxima, monitoramento permanente, transporte, alimentação e a estrutura necessária para impedir que esses criminosos continuem comandando organizações de dentro das prisões.
Atualmente, os presídios federais abrigam integrantes de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), além de outros criminosos considerados de alta periculosidade. Essas unidades foram criadas justamente para isolar lideranças do crime organizado e dificultar a comunicação com comparsas em liberdade.
Apesar do elevado custo, especialistas em segurança pública defendem que o investimento é necessário para reduzir a influência das facções, que movimentam bilhões de reais por meio de atividades ilícitas, como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, contrabando e infiltração em negócios legais. Investigações apontam que essas organizações expandiram suas operações para setores como combustíveis, transporte, imóveis, apostas e serviços financeiros.
O debate sobre os gastos ocorre em meio ao avanço do crime organizado no país e à necessidade de ampliar estratégias de combate às facções, equilibrando os custos do sistema prisional com os impactos causados por essas organizações à segurança pública e à economia brasileira.


