Cientistas conseguiram estabelecer, pela primeira vez, uma data precisa para sinais de vida preservados em rochas com cerca de 3,5 bilhões de anos. A descoberta pode ajudar a esclarecer um dos maiores mistérios da ciência: quando e como surgiram as primeiras formas de vida na Terra.
Os vestígios foram identificados em estruturas rochosas antigas e apresentam características associadas à atividade de organismos primitivos. Até então, a idade desses sinais era estimada com base na formação das rochas onde foram encontrados.
A nova análise permitiu relacionar diretamente os possíveis vestígios biológicos a um período específico da história do planeta. O resultado reforça a hipótese de que a vida já existia na Terra em uma fase extremamente antiga, quando as condições ambientais eram muito diferentes das atuais.
Segundo os pesquisadores, o estudo também pode contribuir para a busca por sinais de vida fora da Terra. Isso porque compreender quais características podem ser preservadas em rochas terrestres muito antigas ajuda a definir o que os cientistas devem procurar em outros mundos.
A pesquisa representa mais um passo para compreender a origem e a evolução da vida e mostra como vestígios microscópicos preservados por bilhões de anos podem revelar informações sobre os primeiros capítulos da história do planeta.


