Trabalhadores da saúde que atuam em Santas Casas, Organizações Sociais (OSs), hospitais filantrópicos e unidades municipais de São Paulo decretaram estado de greve após um impasse nas negociações com a Prefeitura. A categoria reivindica melhorias salariais e benefícios, com destaque para o reajuste do vale-alimentação.
O movimento é coordenado pelo sindicato que representa auxiliares, técnicos de enfermagem e outros profissionais da área. Entre as principais reclamações está a diferença no benefício recebido por diferentes categorias: enquanto os agentes comunitários de saúde passaram a receber R$ 500 de vale-alimentação, auxiliares e técnicos de enfermagem continuam com R$ 200.
A categoria reivindica a equiparação do benefício e afirma que não recebeu uma contraproposta satisfatória da administração municipal. Os trabalhadores também defendem a valorização profissional e melhores condições de trabalho.
Como parte da mobilização, os profissionais programaram uma paralisação para o dia 3 de setembro, com ato em frente à Prefeitura de São Paulo. A concentração está prevista para ocorrer no Viaduto do Chá.
Além do vale-alimentação, entidades sindicais também apresentam reivindicações relacionadas a reajuste salarial, vale-refeição, auxílio-creche e manutenção de direitos previstos em negociações coletivas.
O sindicato afirma que a mobilização busca pressionar o poder público por uma solução para as reivindicações. Até o momento, a Prefeitura de São Paulo não havia apresentado uma nova proposta, segundo as informações divulgadas.
A eventual paralisação pode atingir diferentes unidades de saúde da capital, embora a categoria tenha indicado que pretende preservar os serviços considerados essenciais.


