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quinta-feira, setembro 10, 2026

Dra. Shádia, vice de David, defende política para fixar médicos no interior e regionalização da saúde no Amazonas

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A concentração dos profissionais de saúde em Manaus é, na avaliação da candidata a vice-governadora do Amazonas pelo Avante, na chapa de David Almeida, Dra. Shádia, um dos principais desafios para melhorar o atendimento no interior do Amazonas. Em entrevista ao programa Em Alta, na Onda Digital, nesta quarta-feira (9/9), a ex-secretária municipal de saúde defendeu uma política de fixação de médicos nos municípios e o fortalecimento da regionalização como caminhos para reduzir os deslocamentos de pacientes até a capital.

Segundo a candidata, Manaus concentra cerca de 95% dos médicos que atuam no Amazonas, enquanto apenas 5% estão no interior. A diferença evidencia uma dificuldade que vai além da falta de profissionais e envolve também as características geográficas do Estado.

“É necessário que se tenha uma política de fixação dos profissionais de saúde no interior, nem que seja em forma de rodízio”, afirmou.

A candidata também defendeu a criação de uma estrutura regional capaz de atender municípios de uma mesma área, evitando que pacientes precisem percorrer longas distâncias até Manaus.

“Precisamos fortalecer a regionalização. No nosso plano de governo, nove municípios serão polos, com hospitais bem equipados para atender as cidades do entorno. Quem vem de um lugar distante, como Japurá, deixa sua casa, sua família e ainda precisa de um acompanhante. Isso é caro e penoso. Por isso, a regionalização é uma das primeiras coisas que precisamos fazer”, defendeu.

A pressão sobre a rede municipal, segundo a médica, pode ser percebida nos próprios números de atendimento. Ela afirmou que 35% dos atendimentos realizados na atenção primária são de pessoas vindas do interior. Na maternidade municipal Moura Tapajós, o percentual de mulheres oriundas de outros municípios chega a 17%.

Na avaliação da candidata, os dados mostram que o problema não pode ser atribuído apenas à procura por serviços de maior complexidade na capital. “Isso quer dizer que nem a atenção básica está conseguindo ser resolutiva no interior”, disse.

Saúde depende de profissionais
Na entrevista, a candidata defendeu a necessidade de ampliar a estrutura da rede estadual e também citou a contratação e valorização de profissionais. Para ela, investir apenas em equipamentos não resolve os gargalos do sistema se não houver servidores para operar e garantir o funcionamento dos serviços.

“Eu posso ter 30 mamógrafos. Hoje, a nossa maior fila no SISREG é de ultrassonografia, que é um exame simples. Mas a ultrassonografia vai apodrecer lá se não tiver ninguém para operar. Não tem o profissional”, afirmou.

A candidata citou como exemplo uma medida adotada durante a gestão municipal em que atuou ao lado do então prefeito David Almeida. Mesmo diante das dificuldades enfrentadas no período da pandemia, a administração decidiu realizar concurso público para a área da saúde.

“O concurso foi autorizado para duas mil e uma vagas, e mais de 3.500 foram chamados”, disse.

Para Dra. Shádia, a experiência reforça a defesa de que a expansão da rede precisa caminhar junto com a formação de equipes. “O SUS não se faz com paredes de hospital, se faz com pessoas”, ressaltou a candidata.

Texto: Eliana Nascimento
Fotos: Antônio Pereira


Assessoria de Imprensa Coligação “Pra Cima, Amazonas” — Avante, Solidariedade, PRD, PDT, DC e Agir

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