A candidata a vice-governadora do Amazonas pelo Avante, Dra. Shádia, defendeu a integração entre as redes pública e privada de saúde como estratégia para reduzir as filas do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado.
A proposta prevê a contratação de hospitais particulares para a realização de cirurgias e outros procedimentos, utilizando estruturas da rede privada que, segundo a candidata, estariam ociosas.
A medida foi apresentada durante entrevista ao programa Antena 1, em uma discussão sobre as propostas do grupo para diminuir a fila de pacientes que aguardam por cirurgias e procedimentos no Amazonas.
Questionada sobre como a estratégia poderia ser colocada em prática, Dra. Shádia, que já foi secretária municipal de Saúde, afirmou que a utilização complementar da rede privada é permitida pelas políticas públicas do SUS e pelo Ministério da Saúde.
“O SUS permite essa política, isso é validado pelo Ministério da Saúde e pelas políticas públicas do SUS, a contratação de hospitais particulares”, afirmou.
Segundo a candidata, o poder público poderia contratar procedimentos específicos junto a hospitais particulares, estabelecendo a quantidade de cirurgias necessárias e negociando com as unidades a realização dos atendimentos.
Como exemplo, Dra. Shádia citou a possibilidade de contratar mil cirurgias de vesícula de um hospital particular e distribuir os procedimentos ao longo das semanas.
“Eu quero comprar da Beneficente Portuguesa mil cirurgias de vesícula, eu posso fazer isso. Eu faço 50 a cada semana”, exemplificou.
Leitos e centros cirúrgicos ociosos
Dra. Shádia também afirmou que parte da estrutura disponível na rede particular poderia ser utilizada para atender pacientes do SUS.
Segundo ela, existem leitos e centros cirúrgicos em hospitais particulares que não estariam sendo utilizados em sua capacidade total e poderiam ser incorporados à estratégia por meio de negociação com o poder público.
“Existem leitos em hospitais particulares que estão ociosos e a gente pode negociar um valor”, explicou.
Na avaliação da candidata, a utilização dessas estruturas também poderia evitar o desperdício de recursos e aproveitar equipamentos que já estão disponíveis.
“Existe o teto do SUS, eu posso oferecer a tabela SUS e, se assim o hospital entender que dá para fazer, ele vai além de estar ganhando, deixando porque um leito, um centro cirúrgico ocioso. Custa dinheiro. Isso é um desperdício”, disse.
Proposta busca ampliar atendimento
A estratégia defendida por Dra. Shádia prevê a utilização complementar da rede particular para ampliar a capacidade de atendimento do Estado.
A proposta tem como foco acelerar a realização de cirurgias eletivas e outros procedimentos, utilizando a estrutura de hospitais privados para atender parte da demanda acumulada de pacientes que aguardam pelo atendimento no SUS.


