A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) adotou uma estratégia de evitar um confronto direto com o Bolsa Família após o governo Lula anunciar o reajuste do benefício mínimo, de R$ 600 para R$ 691. A orientação de aliados é não deixar que o candidato seja associado à redução ou retirada de programas sociais.
Flávio criticou o reajuste de 15,04%, classificando o aumento como insuficiente e acusando o governo de tentar influenciar o voto dos beneficiários. O novo valor começa a ser pago em outubro, enquanto o benefício médio passa de R$ 675 para R$ 777.
Nos bastidores, integrantes da campanha defendem a manutenção dos programas de transferência de renda, mas com mudanças no modelo. A proposta discutida é integrar os benefícios a políticas de qualificação profissional, emprego, educação e geração de renda, buscando ampliar a autonomia econômica das famílias.
O foco do discurso econômico deverá ser direcionado também ao equilíbrio das contas públicas. A campanha pretende questionar como financiar programas sociais diante do aumento das despesas e da dívida pública, defendendo revisão de gastos e combate a desperdícios.
Aliados também avaliam ampliar o debate sobre corrupção, eficiência dos serviços públicos e aplicação dos recursos, relacionando esses temas às áreas de saúde, educação e segurança.


