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segunda-feira, setembro 21, 2026

Alta do petróleo pressiona subsídios do governo para conter combustíveis

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A alta do petróleo no mercado internacional tem pressionado o governo federal a ampliar medidas para tentar conter o aumento dos preços dos combustíveis no Brasil. A situação ocorre a poucas semanas do primeiro turno das Eleições de 2026, marcado para 4 de outubro. 

Desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, os preços médios de revenda subiram para praticamente todos os combustíveis. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gasolina comum passou de R$ 6,28 para R$ 6,53 por litro, alta de 3,98%. Já o diesel subiu de R$ 6,03 para R$ 6,55, avanço de 8,62%.

O diesel S10 apresentou uma das maiores altas no período, chegando a 14,45%. O combustível tem impacto importante sobre a inflação por ser utilizado no transporte de cargas e, consequentemente, influenciar os custos de diversos produtos.

Medidas adotadas pelo governo

Desde março, o governo federal adotou diferentes medidas para tentar reduzir o impacto da alta internacional do petróleo. Entre elas estão subsídios econômicos e reduções ou isenções de PIS/Cofins.

Em março, foi concedida uma subvenção de R$ 0,32 por litro de diesel. Em julho, o governo criou uma subvenção de R$ 0,44 por litro para a gasolina.

Em setembro, uma nova medida autorizou uma subvenção de R$ 1 por litro de diesel, enquanto também foram adotadas reduções temporárias de tributos sobre gasolina e etanol. 

A Medida Provisória publicada em 9 de setembro também autorizou R$ 6,6 bilhões em crédito extraordinário para financiar as subvenções. Desse total, R$ 5,607 bilhões foram destinados à produção e importação de diesel rodoviário.

Subsídios não impedem alta

Apesar das medidas, os preços continuam pressionados. Economistas ouvidos pelo Metrópoles apontam que fatores como a dependência brasileira de importações de diesel, custos de distribuição, margens de revenda e a alta da demanda internacional dificultam que os subsídios eliminem completamente os aumentos.

A Petrobras também aderiu recentemente à nova subvenção de R$ 1 por litro de diesel. Somada a uma subvenção anterior de R$ 1,12, o alívio para as distribuidoras chega a R$ 2,12 por litro. Segundo a estatal, o governo já desembolsou R$ 9,9 bilhões em subvenções para diesel, gasolina e GLP. 

O cenário é agravado pela valorização do petróleo. O barril do tipo Brent, referência internacional, chegou a superar US$ 100 em setembro, em meio às tensões no Oriente Médio e às incertezas envolvendo o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz. 

As medidas de contenção ocorrem, portanto, em um cenário de pressão internacional sobre os combustíveis e de proximidade das eleições, enquanto o governo busca limitar os efeitos da alta do petróleo sobre a inflação e o consumidor. 

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