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segunda-feira, setembro 21, 2026

Dra. Shádia relembra fortalecimento da atenção básica e valorização dos servidores da saúde na gestão David

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A reorganização e o fortalecimento da atenção básica estiveram entre as principais frentes de trabalho da gestão de David Almeida à frente da Prefeitura de Manaus, segundo a candidata a vice-governadora do Amazonas pelo Avante, Dra. Shádia. Durante entrevista concedida nesta segunda-feira (21/9) ao programa Cenário Político, do Portal Amazonas1, a ex-secretária municipal de Saúde relembrou as medidas adotadas para ampliar a estrutura da rede, reduzir os vazios assistenciais e aumentar a capacidade de atendimento das Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Ao relembrar a experiência como gestora, a médica afirmou que encontrou uma rede básica que precisava ser reorganizada para acompanhar o crescimento da capital. O primeiro passo foi realizar um diagnóstico territorial para identificar as áreas que mais necessitavam da presença do poder público e direcionar a expansão dos serviços.

“Quando nós pegamos a rede básica de saúde, encontramos uma estrutura muito estagnada no tempo. Nos oito anos em que estive na ponta, foi construída apenas uma Unidade Básica de Saúde (UBS). E isso mostra a dimensão do desafio, principalmente porque a população de Manaus cresceu exponencialmente. É preciso entender também a complexidade e a burocracia do serviço público. O profissional de saúde, seja médico ou enfermeiro, é treinado para resolver os problemas rapidamente, com técnica e determinação, porque estamos lidando com vidas. Por isso, as tomadas de decisão na saúde precisam ser muito rápidas”, disse.

A partir desse diagnóstico, a estratégia foi direcionar investimentos para os chamados vazios assistenciais e fortalecer a atenção primária, considerada fundamental para ampliar a prevenção e evitar que problemas de saúde evoluam para situações de maior complexidade.

“Primeiramente, o diagnóstico que nós fizemos foi colocar nos grandes vazios assistenciais a oportunidade de o cidadão ter saúde perto da sua porta. Na verdade, nem é oportunidade: é um direito do cidadão e é obrigação do ente público levar a saúde, pelas políticas do SUS, para próximo do cidadão”, afirmou.

Para a ex-secretária, o fortalecimento da atenção básica também exigiu uma mudança na estrutura das próprias unidades, ampliando a quantidade de serviços que poderiam ser oferecidos ao cidadão em um mesmo local. Nesse processo, ela citou a construção de novas UBSs de porte 4, planejadas para concentrar atendimentos e aumentar a capacidade de resolução da rede.

“Foi na gestão do David que eu e ele, por entendermos os reclames da população, por entendermos as dores deles, conseguimos construir do zero 13 novas unidades básicas de saúde de porte 4”, ressaltou.

As novas unidades foram estruturadas para reunir diferentes serviços, como consultas médicas e de enfermagem, atendimento odontológico, exames laboratoriais, vacinação, dispensação de medicamentos, acompanhamento de doenças crônicas, pré-natal, saúde da mulher, saúde do homem e atendimento à pessoa idosa. A proposta era permitir que o usuário tivesse acesso a uma carteira mais ampla de serviços próxima de sua residência, reduzindo a necessidade de deslocamentos e evitando que demandas que poderiam ser resolvidas na atenção primária chegassem a unidades de maior complexidade.

“É uma UBS onde eu consigo incluir todas as carteiras de serviço do que o Ministério da Saúde preconiza para a atenção básica”, explicou.

Fortalecimento da rede também passou pelos profissionais
A ampliação da estrutura da rede precisava vir acompanhada da valorização de quem faz o atendimento acontecer. Para Dra. Shádia, investir em saúde significa garantir atendimento de qualidade à população sem deixar de lado os profissionais que estão diariamente na linha de frente da assistência.

“Eu nunca tinha tido a oportunidade, como médica da atenção primária, de trabalhar em uma unidade desse porte, que desse dignidade ao cidadão e ao servidor. Não podemos pensar somente no usuário, porque os profissionais de saúde estão ali todos os dias, faça chuva ou faça sol, inclusive durante a pandemia, quando não paramos um dia sequer. Por isso, é necessário valorizar esses servidores, e isso também conseguimos fazer na nossa gestão. Na gestão David, não tivemos data-base nem salário atrasado e realizamos um concurso público depois de anos sem novas contratações, além de outras medidas de valorização”, destacou.

Concurso público
A recomposição do quadro de servidores foi uma das medidas necessárias para acompanhar a expansão da rede. Dra. Shádia lembrou que a pandemia agravou a necessidade de profissionais e que a realização de concurso público foi tratada como uma medida estruturante para reduzir a sobrecarga das equipes. Na época, a gestão lançou um concurso para a pasta e, hoje, mais de três mil aprovados já foram nomeados.

“Logo no diagnóstico que eu fiz, falei para o David: precisamos de um concurso público”, relatou.

Integração entre conhecimento técnico e gestão
Ao fazer o balanço da experiência à frente da Semsa, Dra. Shádia também atribuiu parte dos avanços à integração entre a área técnica e a gestão política. A experiência da candidata como médica e gestora permitia identificar as necessidades da rede, enquanto David Almeida, como chefe do Executivo, dava respaldo para a execução das medidas.

“David é o articulador político, e eu sou a médica que cuida. Eu sou a médica que tenho o conhecimento técnico e a vivência no SUS para dizer, para propor ao meu chefe do Executivo o que seria melhor. É essa união entre o secretário e o prefeito e a escuta que faz acontecer e que faz dar certo”, afirmou.

Texto: Eliana Nascimento
Fotos: Antônio Pereira


Assessoria de Imprensa Coligação “Pra Cima, Amazonas” — Avante, Solidariedade, PRD, PDT, DC e Agir

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