A vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 alterou o cenário político no Senado e aumentou as incertezas sobre a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1.
Segundo a coluna de Matheus Leitão, do Metrópoles, integrantes do governo Lula avaliam que a proposta enfrenta agora mais dificuldades para avançar. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), havia indicado que a PEC seria discutida nesta semana, mas o resultado eleitoral pode influenciar o ritmo da tramitação.
O senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da proposta, permanece em campanha pelo Governo do Amazonas e deverá retornar a Brasília caso Alcolumbre confirme a votação. A presença do parlamentar, no entanto, depende da definição sobre o andamento da matéria.
A avaliação nos bastidores é que Alcolumbre precisa considerar o fortalecimento da oposição e do PL no Congresso. O presidente do Senado também busca apoio para permanecer no comando da Casa em 2027, o que pode influenciar as negociações em torno da PEC.
Além disso, o Congresso está com parte dos parlamentares nos estados por causa do segundo turno das eleições. O plenário esvaziado e a possibilidade de sessões remotas dificultam a votação de uma proposta que exige ampla maioria.
Lideranças governistas devem discutir a estratégia nesta terça-feira (6). A expectativa é que uma definição sobre o futuro da PEC ocorra até quinta-feira (8). Caso não haja sinalização de Alcolumbre, a análise da proposta poderá ser novamente adiada.


