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sábado, outubro 10, 2026

Campanha de Lula reformula estratégias e tenta reduzir divergências internas a 15 dias do segundo turno

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou por mudanças na coordenação e na comunicação após o primeiro turno das eleições presidenciais. A 15 dias da votação decisiva, marcada para 25 de outubro, a equipe busca reduzir divergências internas e ampliar o apoio eleitoral para enfrentar o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo informações do Metrópoles, a reorganização ocorreu após críticas de integrantes da campanha sobre a condução da disputa. O próprio Lula reconheceu problemas na organização e ouviu sugestões de aliados, lideranças partidárias e parlamentares para definir os próximos passos.

Coordenação passa por mudanças

Entre as alterações, o senador e ex-ministro Camilo Santana assumiu a coordenação política, enquanto Rui Costa ficou responsável pela organização da agenda. O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, passou a atuar na área de comunicação. A coordenação geral continua sob o comando de Edinho Silva, presidente nacional do PT.

A campanha também pretende intensificar a articulação com aliados que disputam governos estaduais e ampliar a presença nos maiores colégios eleitorais do país, especialmente São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Nordeste e redes sociais entram no foco

O Nordeste aparece como uma das principais prioridades da nova estratégia. A equipe busca recuperar parte dos votos obtidos por Lula em 2022, já que o presidente registrou percentuais menores na região no primeiro turno deste ano. Maranhão e Bahia tiveram algumas das maiores quedas.

Na comunicação, a campanha reforçou a equipe com profissionais ligados a disputas eleitorais na Bahia e em Pernambuco. Outra mudança envolve a produção de conteúdo para as redes sociais, com maior aposta em vídeos espontâneos e gravações no formato selfie.

Entre quarta-feira (7) e sexta-feira (9), Lula publicou 13 vídeos gravados por ele próprio, incluindo conteúdos em colaboração com perfis de parlamentares jovens.

Críticas internas e articulação política

A reformulação também ocorre em meio a questionamentos sobre a estratégia adotada no primeiro turno. O ex-ministro Gilberto Carvalho reconheceu falhas na condução da campanha e apontou que a comparação entre os governos Lula e Jair Bolsonaro recebeu muita atenção, enquanto as propostas para o futuro tiveram menos destaque.

Integrantes da equipe também demonstraram preocupação com o endividamento das famílias e com a dificuldade de compreender a insatisfação de parte do eleitorado.

Com a aproximação do segundo turno, a campanha pretende conquistar eleitores que votaram em branco ou nulo e estimular a participação de quem não compareceu às urnas. A estratégia combina mudanças na comunicação digital, viagens pelo país e fortalecimento das alianças políticas.

Com informações do Metrópoles.

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