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sábado, outubro 24, 2026

Congo inicia testes de três vacinas contra cepa do ebola sem imunizante aprovado; mortes chegam a 4,7 mil

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Ensaio clínico começou em Bunia, epicentro do surto, e pretende avaliar três vacinas candidatas contra o vírus Bundibugyo. Estratégia prevê vacinação em anel para interromper a transmissão.

A República Democrática do Congo iniciou, nesta sexta-feira (23), em Bunia, o ensaio clínico Tumaini, palavra que significa “esperança” em suaíli. A iniciativa representa uma das principais tentativas de desenvolver uma vacina contra o vírus Bundibugyo, variante do ebola responsável pelo surto que atinge o país desde maio.

Atualmente, não existe vacina aprovada especificamente contra essa cepa, nem tratamento antiviral padrão. Os imunizantes utilizados em epidemias anteriores foram desenvolvidos para outra variante do vírus, a Zaire.

O ensaio clínico vai avaliar três vacinas candidatas simultaneamente. A primeira é a Ervebo, já licenciada contra a cepa Zaire. A segunda é uma vacina de RNA mensageiro (mRNA), desenvolvida pela Moderna especificamente para o Bundibugyo, utilizando uma tecnologia semelhante à empregada nos imunizantes contra a Covid-19. A terceira utiliza um vetor viral e foi desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o Serum Institute of India.

Vacinação em anel busca interromper a transmissão

A estratégia adotada no ensaio é a vacinação em anel. Em vez de imunizar toda a população em massa, as equipes vacinam pessoas que tiveram contato próximo com indivíduos infectados, formando um círculo de proteção ao redor de cada caso confirmado.

O objetivo é interromper a cadeia de transmissão do vírus e reduzir a propagação da doença.

Bunia concentra a maior parte dos casos

A escolha de Bunia para a realização do ensaio está relacionada à situação epidemiológica da região. Capital da província de Ituri, considerada o epicentro do surto, a cidade concentra mais de 7 mil dos 9,7 mil casos confirmados no país, segundo os dados citados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Desde maio, o surto já provocou 4.687 mortes. O rastreamento de contatos está em 79,7%, percentual abaixo dos 95% considerados necessários para conter a epidemia.

O ensaio Tumaini busca avaliar a eficácia das três vacinas candidatas contra a variante Bundibugyo, para a qual ainda não existe imunizante aprovado especificamente.

Fonte: Forbes

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