Dongpeng, Mengniu e Milkground encerraram parcerias com o atacante francês após a repercussão de um vídeo; caso também afetou as transmissões da LaLiga na China.
Um comentário sobre um meme se transformou em uma crise comercial para Kylian Mbappé na China. Pelo menos três empresas chinesas anunciaram o fim de suas parcerias com o atacante do Real Madrid após a circulação de um vídeo em que ele comenta uma montagem com seu rosto.
No vídeo, o jogador afirma que uma das imagens que mais o fazem rir é uma montagem que coloca seu rosto sobre o de um “ditador chinês”. A referência foi interpretada como uma alusão a Mao Tsé-Tung, fundador da República Popular da China. A Reuters informou que não conseguiu autenticar o vídeo.
Entre as empresas que encerraram os acordos com o jogador estão o grupo de bebidas Dongpeng, a fabricante de laticínios Mengniu e a produtora de queijos Milkground. As marcas afirmaram rejeitar manifestações que, segundo elas, ferem os sentimentos do povo chinês.
Caso repercute nas transmissões da LaLiga
A repercussão ultrapassou os contratos publicitários. Segundo relatos da imprensa chinesa, a televisão estatal CCTV suspendeu a transmissão de jogos da LaLiga e de eventos relacionados ao jogador.
O presidente da liga espanhola, Javier Tebas, lamentou o episódio e pediu desculpas pela ofensa causada.
Mbappé também publicou um pedido de desculpas, reconheceu que seu comentário foi inadequado e afirmou respeitar o povo chinês e sua história.
Mao Tsé-Tung é figura politicamente sensível na China
Mao Tsé-Tung continua sendo uma figura politicamente sensível na China. Ele liderou o país por quase três décadas, período que incluiu campanhas como o Grande Salto Adiante, associada a uma fome que provocou a morte de milhões de pessoas.
O episódio evidencia como comentários feitos em vídeos que circulam nas redes sociais podem gerar consequências comerciais para atletas com contratos publicitários em mercados internacionais.
Fonte: Not Journal


