O novo líder do grupo extremista Hezbollah, Naim Qassem, declarou guerra contra Israel, intensificando a crise no Oriente Médio. Cerca de dez minutos após o anúncio, Israel respondeu com um ataque direto no Líbano, atingindo alvos ligados à organização.
As Forças de Defesa de Israel informaram nesta segunda-feira (2) que mataram Hussein Makled, apontado como chefe do serviço de inteligência do Hezbollah. O ataque ocorreu no bairro de Dahieh, em Beirute, região considerada um dos principais redutos do grupo no sul da capital.
Em outro comunicado divulgado no mesmo dia, os militares israelenses afirmaram ter “atingido com precisão um importante terrorista do Hezbollah em Beirute”, sem detalhar a identidade do alvo, apenas informando que se trata de um dos líderes da organização.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que o líder do Hezbollah, Naim Qassem, “sofrerá o mesmo destino de Ali Khamenei”. A declaração foi divulgada pelo jornal Haaretz, após a imprensa libanesa relatar novos bombardeios israelenses contra os subúrbios do sul de Beirute, área conhecida como base do Hezbollah.
Pela manhã, Katz escreveu na rede social X que Naim Qassem, que “decidiu intervir com fogo sob pressão do Irã, agora é um alvo”.
Em meio à escalada de tensão, o governo do Líbano anunciou a proibição de todas as atividades militares do Hezbollah após uma série de ataques israelenses que já deixaram mais de 30 mortos. Israel afirmou que continuará realizando ofensivas em Beirute com o objetivo de atingir a cúpula do grupo.


