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segunda-feira, maio 4, 2026

Diretor de escola é denunciado em Manaus após propor ‘trisal’ com adolescentes: “Combina com ela aqui pelo Condomínio”

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Um grave escândalo de assédio sexual, aliciamento de menores e acobertamento institucional veio à tona em Manaus, abalando a confiança da comunidade escolar, Pedagogo Danilo Batista de Souza, diretor do CIME Senador Artur Virgílio do Carmo Ribeiro Filho, é o centro de uma série de denúncias criminais e administrativas. Acusado de utilizar sua posição de poder para assediar sexualmente adolescentes, alunos da própria instituição, o caso revela um suposto esquema contínuo de abusos, intimidação e forte cumplicidade por parte de outros profissionais da educação.

A Denúncia Formal na Polícia Civil

A gravidade do caso foi formalizada no dia 15 de abril de 2026, quando um pai compareceu à Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) para registrar um Boletim de Ocorrência (BO nº 00114911/2026). O documento foi registrado em nome de seu filho, um adolescente de apenas 16 anos.

Segundo o BO, o garoto de 16 anos vítima de abuso sexual por parte do diretor Danilo Batista de Souza desde a época em que cursava o 9º ano na instituição, com mensagens de cunho sexual que permaneceram até os dias atuais. O caso foi tipificado como Assédio Sexual (Art. 216-A caput do Código Penal Brasileiro).

O “Grêmio Estudantil” como Fachada para Aliciamento

Áudios vazados de ex-alunos apontam que o Grêmio Estudantil da escola operava sob um clima de medo e servia como um ambiente de fácil acesso às vítimas. Uma ex-aluna, que preferiu não se identificar, relatou sua experiência como diretora de Cultura e Artesno do grêmio estudantil: “Aquele grêmio, a gente sabia de coisas que a gente não podia espalhar para a escola. E se a gente ousasse falar, ia ter punições”.

Essa mesma ex-aluna descreveu situações flagrantes envolvendo a autoridade máxima da escola. “Eu vi várias vezes o próprio diretor saindo de dentro de banheiros com um dos meninos do grêmio. Eles saíam escondidos, desconfiados, e era muito, muito, muito frequente isso que acontecia”, revelou.

Os relatos também expõem uma tática de “favoritismo” usada pelo diretor para manipular os jovens. Outra denunciante afirmou que o ambiente escolar era tão tóxico que, ao entrar no grêmio, percebeu imediatamente que presenciaria coisas inomináveis: “Ninguém é confiável, até mesmo alguns alunos, porque alguns alunos sabiam disso, participavam”, relatou. Ela detalhou como funcionava a aproximação: “Um dos xodós, ele dava presente, levava para sair, dava carona e fazia de tudo”.

A Proposta de um “Trisal” com alunos e os Prints do Instagram

O assédio ultrapassava os muros da escola e invadia as redes sociais. Em conversas com uma das testemunhas na rua, foi revelado um episódio chocante envolvendo outra vítima. “Ela me contou que uma vez o Danilo mandou mensagem no Instagram dele falando que era para ele arrastar essa menina que eu conversei para a casa do Danilo que ele ia dar um quarto para eles simplesmente montarem um trisal ali, um trisal forçado, para mim não usar a palavra mais direta”, declarou um dos responsáveis pela denúncia.

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