27.3 C
Manaus
quarta-feira, maio 13, 2026

Fim da ‘taxa das blusinhas’ beneficia consumidor, mas comerciantes apontam concorrência desleal

Conteúdo relacionado

O fim da chamada “taxa das blusinhas” está dando o que falar. Isso porque a “derrubada” muda diretamente a forma como os brasileiros compram produtos em sites internacionais. Antes, qualquer compra de até US$ 50 tinha um imposto federal de 20% sobre o valor, o que encarecia bastante itens populares como roupas e acessórios vendidos em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. Agora, esse imposto não existe mais, e o consumidor paga apenas o ICMS estadual, que varia entre 17% e 20%.

Na prática, isso significa preços mais baixos. Um produto de US$ 50 que antes custava cerca de R$ 354, agora sai por aproximadamente R$ 295. Para os consumidores, a medida é vista como positiva, já que aumenta o poder de compra e facilita o acesso a produtos importados de baixo custo.

Por outro lado, o setor produtivo nacional demonstra preocupação. Entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmam que a isenção amplia a desigualdade tributária entre empresas brasileiras e estrangeiras, favorecendo principalmente fabricantes asiáticos. Há também o risco de perda de empregos: estudos apontam que até 135 mil postos de trabalho podem ser afetados.

Além disso, o governo deixa de arrecadar uma receita significativa. Só em 2025, a taxa rendeu cerca de R$ 5 bilhões aos cofres públicos. Com a isenção, esse valor não será mais recolhido.

Em resumo, o fim da taxa das blusinhas traz alívio para os consumidores, mas gera forte reação da indústria e do comércio, que temem perda de competitividade e impactos no mercado de trabalho.

spot_img

Últimas notícias