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terça-feira, maio 26, 2026

Anvisa aprova Ozivy: primeiro concorrente nacional do Ozempic

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Nesta terça-feira (26), a Anvisa aprovou o registro do Ozivy, medicamento à base de semaglutida desenvolvido pela farmacêutica brasileira EMS. A decisão marca um momento histórico no mercado farmacêutico nacional: é o primeiro concorrente da substância após o fim da patente da dinamarquesa Novo Nordisk no Brasil, responsável por produtos como Ozempic e Wegovy.

O Ozivy foi registrado como “medicamento novo” por meio de desenvolvimento abreviado, já que a semaglutida é uma molécula conhecida e amplamente estudada. O produto será disponibilizado em solução injetável, em canetas preenchidas para aplicação subcutânea semanal, acompanhadas de agulhas descartáveis. Sua indicação inicial é para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlado, podendo ser usado sozinho ou em combinação com outros antidiabéticos.

Há diferenças técnicas relevantes em relação ao Ozempic. Enquanto o produto da Novo Nordisk é classificado como biológico, o Ozivy é uma versão sintética da semaglutida. Além disso, o medicamento brasileiro exige refrigeração contínua entre 2 °C e 8 °C, sem a possibilidade de armazenamento em temperatura ambiente por semanas, como ocorre com o Ozempic.

O impacto no mercado pode ser significativo. A semaglutida é hoje uma das moléculas mais disputadas do setor farmacêutico, impulsionada pela popularidade das chamadas “canetas emagrecedoras”. A entrada da EMS quebra o monopólio da Novo Nordisk e abre espaço para maior competição, o que pode resultar em redução de preços e maior acesso ao tratamento. No entanto, o Ozivy ainda não tem data de lançamento nem preço definido, já que depende da análise da CMED para fixação do valor máximo de comercialização.

A aprovação também abre caminho para futuras incorporações no SUS, mas isso dependerá de avaliação da Conitec e decisão do Ministério da Saúde. Além do Ozivy, a Anvisa analisa atualmente 17 outros pedidos de registro de medicamentos à base de semaglutida, o que indica que o mercado brasileiro deve se tornar ainda mais competitivo nos próximos anos.

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