A nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte das importações brasileiras começou a valer nesta terça-feira (22), marcando mais um capítulo das tensões comerciais entre os dois países. A medida foi oficializada pelo governo norte-americano após a conclusão de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).
Apesar da sobretaxa, a decisão prevê uma ampla lista de exceções. Mais de 2 mil categorias de produtos brasileiros foram isentas da cobrança, preservando setores considerados estratégicos para a economia americana e para a relação comercial entre os países.
Entre os produtos que não serão taxados estão café, carne bovina, laranja, açaí, mel orgânico, terras-raras, minérios, insumos farmacêuticos e componentes aeroespaciais. Esses itens seguem entrando no mercado norte-americano sem a tarifa adicional.
Já os produtos afetados pela nova tarifa incluem etanol, máquinas agrícolas, calçados, vestuário, açúcar, papel e diversos produtos químicos. A expectativa é de que esses setores sintam os maiores impactos nas exportações para os Estados Unidos.
O governo brasileiro acompanha os efeitos da medida e avalia possíveis respostas diplomáticas e comerciais. Autoridades defendem que eventuais ações de reciprocidade devem ser adotadas de forma estratégica, buscando minimizar prejuízos para a economia nacional e para os exportadores brasileiros.


