O senador Rogério Marinho (PL-RN), um dos principais coordenadores da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, afirmou que deverá orientar o candidato a não recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo Marinho, existe uma avaliação dentro da campanha de que uma eventual ação judicial contra a medida poderia ser mal interpretada pelos eleitores. O senador afirmou que ainda não havia conversado diretamente com Flávio sobre o assunto até o início da tarde desta quinta-feira (17).
“Se ele me ouvir, não vamos entrar na Justiça”, declarou Marinho à coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles.
O reajuste anunciado por Lula prevê aumento de 15% no valor dos benefícios do Bolsa Família. Com a mudança, o piso do programa passará de R$ 600 para R$ 691, a partir de outubro.
De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o reajuste corresponde à correção pela inflação acumulada desde o início do programa até agosto de 2026, estimada em 15,04%. A legislação permite a correção de benefícios sociais pela inflação durante o período eleitoral, mas não autoriza aumento real.
Apesar de defender que Flávio não acione a Justiça, Rogério Marinho criticou politicamente o anúncio feito pelo governo federal. Segundo ele, a medida teria sido motivada pelo cenário eleitoral. A declaração representa a avaliação do coordenador da campanha e não uma conclusão independente sobre a motivação do governo.


