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sexta-feira, agosto 7, 2026

Petrobras decide interromper venda de combustíveis à Rede Sol, investigada por suposta ligação com PCC

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A Petrobras decidiu interromper a venda de combustíveis para a Rede Sol, empresa de distribuição que está sendo investigada no âmbito da Operação Carbono Oculto, que apura a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. A informação foi divulgada pelo Metrópoles nesta sexta-feira (7).

Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), um fundo de investimento supostamente ligado ao PCC teria adquirido debêntures da Rede Sol. A empresa, porém, nega qualquer relação com a organização criminosa e afirma que nunca registrou a venda desses títulos. A companhia também declarou que está colaborando com as investigações.

A Rede Sol afirmou ainda que acredita que a decisão da Petrobras tenha sido influenciada principalmente pela pressão de concorrentes do setor de combustíveis de aviação. De acordo com a empresa, outro fator considerado teria sido a classificação do PCC como organização terrorista pelo governo dos Estados Unidos, sob o comando de Donald Trump.

Em nota, a Rede Sol afirmou que não consta em listas de sanções norte-americanas, incluindo a SDN List, administrada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), nem nas listas relacionadas a organizações terroristas estrangeiras (FTO) e terroristas globais especialmente designados (SDGT).

Investigação

A reportagem teve acesso a um documento da promotoria relacionado à investigação. O material aponta que, até o momento, não havia denúncia formal, indiciamento ou medidas cautelares contra os solicitantes no âmbito da Operação Carbono Oculto.

A operação investiga um esquema de grande escala envolvendo o setor de combustíveis e suspeitas de participação de integrantes ligados ao PCC. A investigação também apura possíveis mecanismos utilizados para movimentação e ocultação de recursos.

Apesar da decisão de interromper o fornecimento, a Petrobras ainda não havia se manifestado sobre o caso até a publicação da reportagem. A estatal foi procurada pelo Metrópoles, mas não havia apresentado resposta, permanecendo o espaço aberto para manifestação.

A Rede Sol, por sua vez, mantém a negativa de qualquer envolvimento com organizações criminosas e afirma que continuará colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.

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