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terça-feira, setembro 15, 2026

Dólar fecha estável apesar de tensões no STF e expectativa sobre juros nos EUA

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O dólar fechou a sessão desta terça-feira (15) praticamente estável diante do real, mesmo em meio a um cenário de tensão política e econômica no Brasil e no exterior. A moeda norte-americana avançou 0,14% e terminou o dia cotada a R$ 5,15.

No mercado acionário, o Ibovespa apresentou alta de 0,54%, aos 186,5 mil pontos. O desempenho ocorreu em um dia marcado pela cautela dos investidores diante da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), da escalada das tensões no Oriente Médio e das decisões sobre juros que serão anunciadas nesta quarta-feira (16).

No exterior, a possibilidade de aumento dos juros nos Estados Unidos também esteve no radar. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, as chances de uma elevação de 0,25 ponto percentual são de 92,3%. Caso confirmada, a taxa básica norte-americana passaria para o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano.

A expectativa de juros mais altos nos EUA contribuiu para a valorização dos títulos do Tesouro americano. O rendimento dos Treasuries de 10 anos chegou a superar 5%, atingindo o maior nível desde julho de 2007.

Outro fator de pressão foi o petróleo. Os contratos do Brent para novembro subiram 2,90%, para US$ 108,75 o barril, enquanto o WTI avançou 4,38%, para US$ 105,83.

No Brasil, o mercado trabalha com uma direção diferente para a taxa básica de juros. A expectativa predominante é de redução de 0,25 ponto percentual da Selic, atualmente em 14% ao ano, para 13,75%.

Também nesta terça-feira, dados do IBGE mostraram queda de 0,8% nas vendas do comércio em julho, na comparação com junho. O resultado reforçou a percepção de desaceleração do consumo das famílias, em um cenário de crédito caro e elevado endividamento.

Apesar das incertezas, o mercado brasileiro encerrou o pregão com valorização da Bolsa e pouca oscilação do dólar, enquanto investidores aguardam as decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos nesta quarta-feira.

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