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domingo, setembro 20, 2026

Gestão JHC admitiu passivo de R$ 212 milhões com empresa antes de renúncia

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A gestão do então prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), reconheceu um passivo de R$ 212,24 milhões com a empresa Ceilurb, contratada para serviços de iluminação pública, três dias antes de JHC deixar o cargo para disputar as eleições de 2026. 

O reconhecimento ocorreu em 1º de abril de 2026, por meio de um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) firmado entre o município, a Ilumina e a Ceilurb. Do total apontado, R$ 60,77 milhões correspondiam a diferenças de reajustes e R$ 151,46 milhões a pagamentos ainda pendentes, segundo o documento.

Apesar do passivo calculado em R$ 212,24 milhões, as partes estabeleceram uma composição de R$ 200 milhões para a quitação. A empresa teria concedido um desconto de aproximadamente R$ 12,24 milhões sobre o principal e renunciado a cerca de R$ 80 milhões que reivindicava em juros e multas. 

A reportagem também aponta que, nos nove dias anteriores a uma operação policial realizada em 18 de setembro, a Ceilurb recebeu R$ 8,5 milhões da Prefeitura de Maceió. No mesmo período, foram identificados pedidos e saques em espécie que totalizaram R$ 5,084 milhões, sendo R$ 3,084 milhões efetivamente retirados e outros R$ 2 milhões programados para saque.

Dois funcionários ligados à empresa foram conduzidos à polícia durante a operação, que apreendeu R$ 2 milhões em espécie. A origem e a destinação dos valores são investigadas. A reportagem ressalta que, até o momento, não há informação oficial de que o dinheiro sacado tenha origem nos pagamentos feitos pela Prefeitura de Maceió à empresa. 

O contrato da Ceilurb com a Ilumina também é alvo de investigação do Ministério Público de Alagoas, que apura possíveis irregularidades relacionadas à execução, medição e pagamento de serviços de iluminação pública entre 2022 e 2025. As apurações ainda estão em andamento e não representam conclusão sobre a existência de irregularidades. 

A Prefeitura de Maceió e a Ceilurb foram procuradas pelo Metrópoles, mas não haviam se manifestado até a última atualização da reportagem. 

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