O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou, neste sábado (10), uma notícia-crime à Polícia Federal (PF) solicitando a inclusão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como investigado na Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O pedido foi motivado pela divulgação de e-mails obtidos pela Polícia Federal que indicariam uma ligação entre uma conta bancária identificada com o nome de Flávio Bolsonaro e o mesmo perfil de acesso bancário associado ao advogado Willer Tomaz, investigado por suspeita de envolvimento em lavagem de dinheiro. Segundo as informações divulgadas pelo Metrópoles, a vinculação foi desfeita em maio de 2025, cerca de um mês após o início da operação.
Na representação encaminhada à PF, Lindbergh solicita que o senador seja formalmente incluído nas investigações. O parlamentar também pede a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Flávio e de seu escritório de advocacia, além da preservação de registros bancários e da realização de perícia nos e-mails apreendidos pelos investigadores.
Outro ponto apresentado pelo deputado é o envio de informações à Procuradoria-Geral Eleitoral para apurar possíveis irregularidades relacionadas à campanha eleitoral.
Viagem em jatinho também é citada
O caso também envolve informações sobre uma viagem realizada por Flávio Bolsonaro, em janeiro de 2025, em um jatinho que tinha entre seus cotistas o advogado Willer Tomaz e uma empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro.
De acordo com o Metrópoles, Flávio confirmou ter realizado o voo e afirmou que sabia que a aeronave pertencia ao advogado, a quem já se referiu publicamente como amigo.
A Operação Sem Desconto investiga suspeitas de cobranças indevidas em benefícios previdenciários e possíveis irregularidades financeiras relacionadas ao esquema.
Até o momento, o pedido apresentado por Lindbergh representa uma solicitação de investigação, e não uma conclusão sobre eventual responsabilidade criminal do senador. A apuração dos fatos cabe às autoridades competentes.
Fonte: Metrópoles.


