O deputado federal André Janones (Rede-MG) começou a mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Telegram após o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar suspender o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp.
Criado para organizar a militância petista durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, o canal chegou a reunir cerca de 3,3 milhões de inscritos. Diante da possibilidade de suspensão, Janones convocou os apoiadores a migrarem para o Telegram, onde mais de 100 mil pessoas já haviam ingressado no grupo até a manhã deste domingo (11).
Em publicações nas redes sociais, o parlamentar classificou a iniciativa de Flávio como uma tentativa de censura e incentivou a mobilização dos apoiadores para manter a circulação de conteúdos favoráveis à campanha de Lula.
Ação no TSE
Na ação apresentada à Justiça Eleitoral, Flávio Bolsonaro acusa Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e André Janones de suposto abuso de poder político e econômico, além de uso indevido dos meios de comunicação.
Segundo a alegação do candidato do PL, o canal seria utilizado para coordenar a divulgação de conteúdos contra sua candidatura, incluindo informações que ele considera falsas sobre uma possível desistência da disputa e supostos cortes em benefícios sociais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Bolsa Família.
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou que Flávio apresente esclarecimentos complementares em até 72 horas sobre os pedidos urgentes e as supostas irregularidades apontadas. Os investigados também foram notificados para apresentar defesa no prazo de cinco dias.
Até a publicação da reportagem, o TSE ainda não havia decidido se o canal “Exército do Lula” será suspenso. A abertura da ação não representa reconhecimento das acusações, que ainda dependem da análise das provas e da defesa dos envolvidos.
Fonte: Metrópoles e Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


